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Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro

Campanha de Doação de Sangue Voluntária – 2016

Uma das características dos países em desenvolvimento é a ausência de consciência social por grande parte da sociedade, voltada essencialmente para questões individuais e para problemas pessoais. Um grande reflexo disso é o reduzidíssimo índice de doadores de sangue voluntários. No Rio de Janeiro por exemplo, este índice é alarmante, correspondendo a cerca de 1,06% da população na faixa etária apta a doar, principalmente quando comparado aos índices de doadores registrados em países desenvolvidos, em torno de 4%.

A conseqüência disso é a calamitosa situação dos hospitais do país com elevados índices de mortalidade por falta de sangue para transfusões. Esse quadro é ainda mais grave nas grandes metrópoles do país onde volumosas hemorragias não repostas tornam-se fatais em função do caráter emergencial dos atendimentos por acidentes assim como pelo crescimento da violência urbana, quesitos em que infelizmente a nossa cidade é recorrentemente citada.

Fato é, portanto, que a manutenção de estoques adequados de sangue nos hospitais, pouparia diariamente centenas de vidas e a conscientização da sociedade sobre a sua responsabilidade nesse processo reduziria sobremaneira os altos riscos já existentes nas intervenções cirúrgicas de modo geral.

Nesta direção, a doação de sangue voluntária, além de sua dimensão humanista, deve ser entendida como um ato de cidadania, representando sobretudo a tomada de consciência de que somente o indivíduo que ora se encontra em boas condições de saúde e detém este recurso – sangue – pode contribuir para os que dele necessitam. Assim sendo, a doação voluntária tem que ser compreendida por todos como um ato de responsabilidade social. E esta responsabilidade deve ser compartilhada, não devendo se limitar à simples doação por um indivíduo. É fundamental que este indivíduo se torne um doador regular e que envolva os demais em uma corrente de agentes multiplicadores e disseminadores da importância social do ato de doar sangue.

No momento em que todos tiverem essa percepção e comprometimento não faltará sangue para o atendimento da população e a sociedade terá realmente cumprido seu importante papel nesse processo.

Procurando colaborar para que este cenário se torne uma realidade, o Banco de Sangue da Santa Casa do Rio de Janeiro vem pedir aos companheiros proprietários de empresas ou indústrias com grande número de funcionários, que cooperem com a nossa Campanha Permanente, permitindo-nos divulgar esse tão importante trabalho bem como informar sobre as condições e a segurança do procedimento. Adiantamos que fornecemos o transporte (ida e volta) para o Banco de Sangue no dia da doação e os resultados de todos os exames realizados no Sangue Doado ao Doador.

Certos de desenvolvermos um importantíssimo papel para o bem Comum da Sociedade, solicitamos a vossa consciente e prestimosa colaboração.

Dr. João Carlos Tyll

Diretor do Banco de Sangue da Santa Casa do RJ